quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O Feminino Sagrado em socorro da auto-estima e da valorização pessoal
       Autoestima. Aaahhh a autoestima. Uma coisa tão simples e tão complicada, que é capaz de fazer uma mulher se sentir o máximo e o mínimo em questão de segundos.
       O assunto auto-estima, está longe de ser um assunto fácil, pois envolve questões que não são nada fáceis de lidar, como aceitação, vergonha, insegurança, medo, sentimentos de inferioridade e culpa, violência física e emocional e assim, interfere diretamente na vida nas mulheres, no seu dia a dia, no trabalho e mesmo mas relações, consigo mesma e com os outros.
       Por ser um assunto complicado e com várias facetas, aos poucos vou colocando posts com temas que se relacionam diretamente com a auto-estima e o que se pode fazer para melhorá -la. Sugestões serão bem vinda.

A auto-estima
         A auto-estima é a auto-imagem que temos ou fazemos de nós mesmas, e a esse conceito, muitos outros estão ligadas, como o conceitos de amor-próprio, auto conceito ou mesmo auto confiança (ver obs. abaixo). Essa definição vai muito além de um sentimento por nós mesmas, inclui pensamentos e comportamentos que temos no decorrer de nossas vidas.
Outras definições para auto-estima:
- é a capacidade da pessoa aceitar-se a si mesma
- o amor que nutri por si mesma
- se valorizar
- ter uma opinião positiva a respeito de si mesma,, ser confiante, acreditar em si e na sua capacidade
- ter sentimentos bons a seu respeito
E ela pode ser positiva, negativa ou idealizada, dependendo do momento em que nos encontramos e das vivências que tivemos desde a infância. E quando não é dado o devido cuidado a ela, podemos ter problemas que vão desde uma pequena disfunção alimentar, até casos extremos de depressão.
       É durante a infância que o processo se inicia e a medida que crescemos vamos, cada vez mais, tendo percepção dela e de suas características. É um aspecto da nossa personalidade, a formação e conquista da nossa identidade, que por sua vez resulta na adaptação da sociedade em que vivemos.
       Mulheres com boa autoestima confiam em si mesmas e sabem reconhecer seu valor, seus defeitos e limitações, sendo honestas consigo mesmas, e lidam de forma coerente com eles. São capazes de dizer a si mesmas “Eu tenho valor, sou capaz, mereço ser amada e respeitada por aquilo que sou”. É uma satisfação pessoal, que nada tem as ver com beleza, talento, inteligência ou mesmo condição social. Têm mais facilidade para resolver problemas e ver o lado positivo das coisas, riem de si mesmas, têm relacionamentos saudáveis e estão menos propensas ao estresse e doenças. Essa auto confiança não vem de comparações ou mesmo aprovação de terceiros, é um reconhecimento interno.
       Por outro lado, mulheres com baixa auto-estima sentem dificuldade em se encarar, em tomar decisões, definir metas, evitam olhar-se no espelho, têm pouca confiança em si mesmas e sentimentos de culpa e inferioridade são recorrentes. Fazem uma análise excessiva de si mesmas, dando ênfase sempre aos defeitos, que elas mesmas se atribuem, e têm sempre uma visão negativa de si mesmas, se afastam das pessoas, têm dificuldades de fazer novos amigos. Evitam olhar nos olhos dos outros, preferem ficar sozinhas e podem ter uma visão desesperançada e distorcida de si mesmas. Em casos extremos, podem tornar-se anti-sociais ou mesmo violentas.
      O Feminino Sagrado vem em socorro dessas mulheres. Auxiliando-as a se desvincularem de padrões de beleza e de conceitos pré-estabelecidos, tais como comportamentos e regras, equivocadamente, impostas pela sociedade. Através de uma mudança de pensamento a respeito de si própria, a mulher vai os poucos percebendo o seu verdadeiro valor, começa a enxergar a si própria e a ver a Deusa que existe dentro dela. Começa então o processo de resgate do Feminino Sagrado, a mulher aprende a se conhecer de forma completa e plena, aceita o momento em que vive e as mudanças decorrentes dele, se enxerga com confiança, segurança e respeito, resgata a feminilidade e assim, se ama mais, se cuida mais, se protege mais e é mais feliz.
OBS.: Auto estima é a opinião que temos a cerca de nós mesmas (auto-conceito), que somada ao sentimento que nutrimos por nós (amor-próprio, auto-valorização) e complementada pelos demais comportamentos e pensamentos que estimulam a confiança, segurança e valor que damos a nós (auto-confiança), formam a imagem que fazemos da nossa pessoa.

Estatísticas

    Apresentada no Congresso Europeu de Terapia Cognitivo-Comportamental em 2012, pesquisa realizada pela ISMA-BR, apontou os principais efeitos causados pela baixa autoestima em uma pessoa. A pesquisa se baseou em entrevistas com 1.086 mulheres e 44% afirmaram ter problemas relacionados à autoestima. Dados da pesquisa:

89% têm dores musculares e dor de cabeça
13% têm taquicardia ou arritmia cardíaca
26% têm problemas gastrointestinais
77% sofrem de angústia
83% sofrem de ansiedade
46% sofrem de depressão
59% passam por conflitos interpessoais (como problemas em suas relações amorosas)

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